Restauração com cerâmica produz aspecto mais saudável nos dentes

Quem tem espaços, precisa modificar a forma, a cor e o tamanho dos dentes com mínimo desgaste pode encontrar na técnica odontológica que utiliza laminados cerâmicos, uma solução para longo prazo. O objetivo do procedimento de restauração realizado por meio de lâminas de porcelana fixadas com uma cola especial é tornar o sorriso bonito e com um aspecto muito mais saudável.

De acordo com o cirurgião dentista Marcelo Sivieri Araújo as lâminas envolvem a parte frontal e o topo dos dentes. “Com os laminados cerâmicos é possível restabelecer forma, cor, contorno, textura e alinhamento dos dentes anteriores, superiores ou inferiores, e mesmo aqueles comprometidos por fraturas, alterações congênitas ou adquiridas, diastemas e restaurações antigas”, explica.

Uma das vantagens do procedimento é que o preparo da estrutura do dente, quando necessário, é relativamente pouco se comparado ao preparo dos dentes que recebem coroas totais. “Esse mínimo desgaste, realizado na parte da frente dos dentes a serem restaurados, permite que o laminado seja colado diretamente ao esmalte. A preservação do esmalte é fundamental para o sucesso da adesão entre a restauração e o dente, e, portanto, para a durabilidade do procedimento”, destaca Marcelo Sivieri.

Após a cimentação dos laminados, cada pessoa torna-se responsável pela preservação do desempenho da restauração. “Além da correta higiene oral, ausência de hábitos como roer as unhas, morder canetas e lápis, ranger e/ou apertar os dentes, o indivíduo deverá evitar ainda o tabagismo, a ingestão frequente de alimentos com corantes, como vinho, café, chá preto, suco de uva, refrigerantes à base de cola, etc. E deverá visitar o dentista periodicamente para fazer os controles clínicos”, esclarece o especialista.

Segundo o cirurgião dentista, são restrições consideradas leves, mas que exigem disciplina. “Quando respeitadas, promovem a manutenção de sorriso saudável, funcional e belo por muitos anos”, esclarece. Sivieri destaca ainda que o sucesso da restauração com os laminados, dependerá do respeito à saúde da boca como um todo, incluindo a manutenção de uma boa mastigação, ausência de doenças e estabilidade a longo prazo, com os cuidados promovidos pela própria pessoa. (TM)

Com as informações de JM Online

Justiça manda clínica pagar R$ 3 mil por prótese dentária ‘inservível’

A 8ª Vara Cível de Brasília condenou uma clínica odontológica a pagar R$ 3 mil por serviço malsucedido, incluindo a confecção de uma prótese “inservível” para um paciente que estava em tratamento desde 2009. A empresa também deverá ressarcir o homem pelos custos com o acompanhamento no local. Cabe recurso à decisão.

De acordo com o homem, o contrato foi feito no mês de setembro e não teve êxito. Ele afirma que foram extraídos dentes sem necessidade e que isso dificultou a adaptação à prótese. Em defesa, a clínica alegou que seriam inverídicas as afirmações do paciente de que o tratamento não fora concluído e de que tenha havido qualquer omissão em seu atendimento.

A empresa também afirmou que o cliente optou pela prótese e que o profissional que o atendia atestou a necessidade da extração de três dentes. A clínica disse ainda que chegou a oferecer ao paciente tratamento com outro profissional e que ele passou a exigir implantes gratuitamente.

Um laudo apresentado pela clínica comprovou que os dentes extraídos estavam danificados. A juíza Iykiê Assao Garcia entendeu, no entanto, que houve falha na prestação do serviço, já que o homem alega que a prótese se desprende com facilidade e lhe causa dores e constrangimentos.

“[Houve] má prestação de serviços pela requerida, pois o autor teve que se submeter a tratamento dentário por cerca de dois anos, visando sua reabilitação oral, com confecção e instalação de próteses removíveis por dois profissionais diferentes, mas ao fim não obteve o resultado pretendido, resultando em prótese que facilmente se desprende, causando obviamente constrangimentos, além de dificuldades na fala e na mastigação”, disse na sentença.

Com as informações de G1

O Black Friday no mercado de Odonto e Prótese

Sempre em novembro, o Black Friday acontece no dia seguinte ao feriado de Ação de Graças, data celebrada nos EUA. Para os consumidores que compram pela internet, trata-se de uma ótima oportunidade de economizar . Por outro lado, para os varejistas representa a grande chance de limpar estoques para receber produtos de natal ou para a próxima coleção.

A ação ainda pode ser percursora das compras de fim de ano para os clientes, porém que eles tenham que enfrentar as costumeiras filas, muito comuns nesta época. No ano de 2012 após os recordes de venda, faturamento e número de lojas participantes no exterior, o mercado brasileiro se animou com a pratica. É importante, no entanto, ficar atento as famosas propagandas enganosas, nos estilo de “tudo pela metade do dobro do preço”.

No ramo da odontologia as empresas também entraram na onda. No caso da Dental ABS a promoção não deve ocorrer apenas no dia 28, mas em 12 dias que compõe as sextas-feiras e os finais de semana de Novembro. No ramo de prótese dentaria a empresa foi a primeira a aderir à promoção em 2013, e repete neste ano com descontos que podem atingir até 40%.

 

 

Ministério Público Federal investiga CFO

O Ministério Público Federal abriu duas investigações, uma cível e outra criminal, contra o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e seu atual presidente, Ailton Diogo Morilhas Rodrigues. As denúncias se referem a pagamentos irregulares de contas pessoais do presidente da autarquia, além de festas e diárias de hotel. Cinco conselhos regionais assinam o pedido de investigação encaminhado à procuradoria.

As irregularidades teriam ocorrido no conselho ao longo dos últimos oito anos. Ailton Rodrigues – que nega as acusações – ocupou o cargo de vice-presidente nos últimos dez anos e acaba de ser eleito para a presidência do órgão. As denúncias foram oficializadas por um ex-funcionário que exerceu cargo de tesoureiro no CFO durante 11 anos e um empresário que prestava serviços por meio de uma agência de viagens. Ambos registraram em cartório as acusações, encaminhadas ao Ministério Público.

Segundo as denúncias, Rodrigues teria ordenado pagamentos superfaturados e fictícios quando era presidente em exercício e pago contas pessoais e de familiares, além de ter assinado cheques em 2009 com notas fiscais também irregulares. Na declaração do ex-funcionário Kleber Vidal, antigo tesoureiro, são citados gastos ilegais com festas.

No documento, registrado em 28 de agosto deste ano, ele também declara que ?no ano de 2006, na cidade de Angra dos Reis, pagou despesas com festas no valor de R$ 42 mil no Hotel Blue Tree, sem licitação e com pessoas estranhas ao sistema CFO?. O atual presidente nega que tenha havido esse encontro em Angra.

Já o empresário Alexandre Rodrigues de Oliveira afirma ter pago, entre os anos de 2005 e 2006, despesas de hospedagem e alimentação de Ailton Rodrigues, bem como de seus familiares, por meio de sua agência de turismo, a Shop Travel. Segundo Oliveira, o dirigente do CFO recebia diárias para esse custeio por meio do CFO e, portanto, superfaturava os gastos.

As primeiras denúncias vieram à tona neste ano em rede sociais. Com base nos indícios e nas declarações, os Conselhos Regionais de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás e Sergipe as encaminharam para a procuradoria. No pedido de investigação, os presidentes dos conselhos afirmam que as denúncias, ?caso comprovadas, representam a ocorrência de graves delitos tipificados na legislação penal brasileira?.

Apuração

Um dos signatários do pedido de investigação, o presidente do Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro, Afonso Fernandes Rocha, afirmou que a ideia do encaminhamento é exatamente averiguar os indícios. ?Como nós não temos como apurar, houve esse pedido à procuradoria para que se descubra a verdade.?

Na mesma linha, o presidente do Conselho de Minhas Gerais, Arnaldo Garrocho, diz que não podia fugir da ?responsabilidade? de seu cargo, por isso fez o pedido oficial de investigação. ?Recebemos denúncias e encaminhamos. Por uma questão ética, o conselho federal foi o primeiro a saber da denúncia.?

Apesar disso, o presidente do CFO, Ailton Rodrigues, afirmou por e-mail que desconhece ?tais acusações?. Ele, que negou ter assinado cheques que fazem parte da denúncia, atribuiu as acusações ao processo eleitoral. ?Trata-se de denúncia de ex-funcionário e ex-fornecedor que somente surgiram por ocasião do pleito eleitoral do CFO?, afirmou. Segundo ele, os cinco presidentes dos conselhos regionais que assinam o pedido de investigação fazem parte da oposição.

O Ministério Público recebeu a denúncia no dia 24 de outubro e ainda não ouviu os envolvidos. O ex-tesoureiro Kleber Vidal não quis dar entrevistas. Já o ex-proprietário da agência de turismo, Alexandre de Oliveira, não respondeu às mensagens encaminhadas pela reportagem.

Fonte: Exame