Odontologia oncológica auxilia no tratamento do câncer

Na quarta edição do Simpósio de Odontologia Oncológica, foi debatido a importância no combate estratégico aos tumores de pescoço e cabeça.

De acordo com a responsável pelo simpósio, a cirurgiã dentista e estomatologista da Clínica Odontomãe do Mãe de Deus Center, Karen Weigert, o câncer de cabeça e pescoço vem crescendo no Estado, especialmente na população feminina. Dados do Instituto Nacional do Câncer apontam que a estimativa das taxas brutas de incidência em 2012 no Rio Grande do Sul era de 630 novos casos, cujos valores na Capital para os homens era de 80 novos casos e para as mulheres era de 30 novos casos. Já a mesma estimativa para 2014 é de 840 casos no Estado, sendo 90 em homens e 60 em mulheres. O evento será realizado no Centro de Eventos da Fiergs em Porto Alegre, na avenida Assis Brasil, 8.787.

Jornal do Comércio – Quais os motivos do aumento da incidência destes tipos de câncer no Estado?


Karen Weigert -
 Os cânceres de boca, que são os que mais apresentam crescimento no Estado, tem maior prevalência devido à cor da pele e à exposição ao sol, sendo o problema intensificado pelas condições da camada de ozônio. Entretanto, o consumo de álcool e o fumo são os principais agravantes. Então, continuamos tendo muitos casos de doenças que são evitáveis e que apresentam uma grande repercussão social, estética e econômica.

JC – Qual a importância do tema do Congresso, que aborda a multidisciplinaridade durante o tratamento do câncer?

Karen - Temos vários tipos de câncer na região da cabeça e pescoço, como os carcinomas, que são os mais comuns, os linfomas e tumores ócios e neurais. O grande problema é o tratamento, que geralmente é feito com cirurgia, comprometendo a vida destas pessoas. A boca é por onde nos alimentamos e nos comunicamos. Além disso, a dor gerada por estes procedimentos é muito grande, pois não podemos deixar de usar esta parte do corpo. A equipe precisa ser múltipla, porque, após a cirurgia, é preciso tratar a fala, com uma fonoaudióloga, e buscar uma nutricionista para cuidar da alimentação, entre outros especialistas.

JC – Qual o trabalho realizado pela especialidade de odontologia oncológica?

Karen - Trabalhamos em conjunto desde o diagnóstico. Se o paciente for passar por uma quimioterapia ou radioterapia, é preciso que todos os elementos dentários estejam sem infecções. Então, retiramos as cáries e fazemos tratamentos de canal e extrações necessárias. Nós sabemos também que, após a radioterapia, este paciente nunca mais terá o mesmo padrão de cicatrização óssea. Durante o tratamento, podemos cuidar das alterações que podem acontecer e tratar as mucosites, que geram feridas na boca. A terceira etapa seria no sentido de preservar os dentes, pois a saliva fica alterada e alguns pacientes perdem as funções das glândulas salivares, o que facilita o aparecimento das cáries.

Com as informações de Jornal do Comercio 

Dia Mundial do Dentista é comemorado nesta sexta-feira (3)

No dia 03 de outubro é comemorado o Dia Mundial do Dentista, profissional responsável por manter uma boa saúde bucal e promover mais bem-estar, autoestima e saúde geral para o corpo, pois é através da boca que ocorre uma boa mastigação, fundamental à digestão dos alimentos e melhor absorção dos nutrientes.

Além de manter uma boa higiene bucal, também é preciso ter uma alimentação saudável e ir ao dentista regularmente. O profissional de saúde bucal deve ser procurado em casos de alteração na boca, ferida que não cicatriza, mesmo que indolor, manchas, caroços, inchaços, placas esbranquiçadas ou avermelhadas.

Para ter um sorriso bonito e saudável também é preciso escovar os dentes todos os dias, após cada refeição, e também uma última vez antes de dormir. A higiene dos dentes deve ser feita utilizando uma escova de dente de tamanho adequado, com cerdas macias e creme dental. Escovar a língua também é muito importante, pois ela acumula restos alimentares e bactérias que provocam o mau hálito. Faça movimentos cuidadosos com a escova “varrendo” a língua da parte interna até a ponta.

Manutenção

Ir ao dentista regularmente também é importante para evitar o avanço de caries, causada por bactérias que vivem na boca e utilizam o açúcar da nossa alimentação para produzir ácidos que destroem os dentes. Com a falta de cuidados, a doença pode causar dor, desconforto e até perda do dente.

Também ocorrem casos de gengivite em virtude do acúmulo de placa bacteriana formada por restos alimentares acumulados na superfície dos dentes e na gengiva. Quando não é tratada, pode avançar e atingir o osso que sustenta o dente (periodontite), causando exposição da raiz do dente e mobilidade, podendo levar, também, à perda do dente.

Se você utiliza uma prótese parcial removível (ponte móvel), é importante limpá-la fora da boca com sabão ou pasta de dente pouco abrasiva e escova de dente macia, separada para essa função. Antes de recolocá-la na boca, escove os dentes e limpe a gengiva, o céu da boca e a língua.

Em casos de utilização de prótese total (dentadura), é recomendado limpá-la fora da boca com sabão ou pasta de dente e escova de dente separada para essa função. Antes de recolocá-la na boca, limpe a gengiva, o céu da boca e a língua. Recomenda-se ficar sem a prótese algumas horas durante o dia.

O ideal é passar a noite sem a prótese, mas, se não for possível, faça durante o banho ou em um momento em que esteja sozinho em casa, por exemplo. Deixe-a sempre em um copo com água limpa. Solicite orientação ao dentista sobre outros produtos para complementar a limpeza das dentaduras.

Entre as pessoas idosas uma queixa comum é a falta de saliva (boca seca). Além de ser uma manifestação comum ao envelhecimento, pode ser causada pelo uso de alguns medicamentos ou distúrbios na saúde. A boca seca pode causar maior risco a cárie dentária, incômodo no uso da prótese, perda do paladar, mau hálito e dificuldades para falar, mastigar e engolir os alimentos.

O profissional de saúde bucal pode recomendar vários métodos para manter sua boca mais úmida, como tratamentos ou remédios adequados para evitar a boca seca. Tomar água com frequência pode ajudar.

Com as informações de Agência Brasil 

Dietas a base de carne e alimentos fibrosos não prejudicam a primeira dentição

Pesquisas feitas com povos indígenas da Amazônia observaram que os bebês são amamentados exclusivamente no seio até a erupção dos primeiros dentes. Depois disso, é introduzida na dieta carne de caça, farinha de mandioca, frutos silvestres e alimentos secos, duros e fibrosos. Analisando as arcadas dentárias dos mais velhos, verificou-se perfeita oclusão e presença de todos os dentes. “Os dentes têm função primordialmente mastigatória, e é importante exercitá-la. Dentes saudáveis estão preparados pra uma dieta com alimentos mais consistentes, mesmo dentes de leite”, diz Ana Paula Pasqualin Tokunaga, cirurgiã-dentista e autora do blog Medo de Dentista.

Com as informações de Terra

Conheça a história da escova de dentes

Os homens da caverna podiam não conhecer a escova de dentes, mas tentavam limpá-los com galhos e folhas de árvores. Os assírios usavam as mãos e dedos. Manuscritos encontrados na antiga Babilônia indicam que palitos de ouro eram utilizados para a higiene bucal há 3.500 anos a.C.  Já os grego lançavam mão de penas de abutre e espinhos de porco-espinho. Até Aristóteles se preocupava com a saúde da boca. No século III a.C., o filósofo aconselhou Alexandre o Grande a limpar seus dentes com uma toalha de linho para tratar o sangramento das gengivas.

>O objeto que chegou mais perto de uma escova foi achado no Egito. Nada mais era que ramos de plantas, fibras vegetais ou raízes de árvores que, quando desfiados, pareciam um pincel. Conhecida como “chew stick” – ou palito de mascar – a escova era feita mastigando-se ou amassando as pequenas raízes até que as fibras de uma das pontas se soltassem o suficiente para formar uma escova rústica.

No século XV, na China, a matéria-prima para as escovas eram pelos de animais, principalmente de porcos e cavalos, que eram amarrados a pedaços de ossos ou varas de bambu. O problema é que as escovas machucavam a boca das pessoas, além dos pelos acumularem umidade e acabarem mofando. Para agravar a situação, as famílias compartilhavam a mesma escova. Assim, um passava doenças bucais para o outro.

Foi no século XVIII que ingleses apresentaram ao mundo uma escova dental mais moderna. A diferença é que e as cerdas de pelo de porco eram amarradas dentro de buracos perfurados no osso que servia como cabo. A escova mais antiga da Europa tem aproximadamente 300 anos e foi descoberta durante escavações arqueológicas em um antigo hospital municipal de Minden, na Alemanha.

As cerdas de náilon, que usamos hoje, foram desenvolvidas em 1938 por Robert Hutson, nos Estados Unidos.  Com o sucesso do novo modelo, muitos formatos foram testados desde então. “Hoje, sabe-se que o mais indicado é usar escova com fibras ultramacias com mais de cinco mil cerdas, o que permite que a higiene seja feita sem desgastar o esmalte dental ou machucar as gengivas”, diz o cirurgião-dentista, Hugo Roberto Lewgoy. É bom que se diga que a técnica de escovação também é muito importante e deve ser realizada sempre com escovas novas de forma suave e sem força excessiva.<

O homem já usou galhos, folha e até palitos de ouro para limpar os dentes. Por um longo período as escovas eram feitas com um osso como cabo e pelos de animais como cerdas. Uma escova mais parecida com a que usamos hoje, achada por paleontólogos na Europa, tem cerca de 300 anos. As cerdas de náilon, como conhecemos, surgiu apenas em 1938.

Com as informações de Terra