Psicóloga diz como não deixar crianças com medo de dentista

Um francês de apenas 12 anos forjou o próprio sequestro para não ir ao dentista. Depois de horas de procura e muita confusão, o rapazinho, que estava escondido, acabou assumindo que tinha inventado essa história para não ter que ir à consulta. Sentar na cadeira do dentista, ficar imóvel com a boca aberta e ouvir os barulhos dos instrumentos causam pânico nos pequeninos. Mas de onde vem tanto medo?

Para Ana Paula Pasqualin Tokunaga, cirurgiã-dentista e autora do blog Medo de Dentista, esse trauma pode estar associado a experiências do passado, mas não necessariamente vivenciadas pela criança. “Antigamente não existiam os recursos que temos hoje pra garantir o conforto do paciente e evitar a dor durante um procedimento. Como não havia prevenção, as pessoas só procuravam o dentista em caso de extração. Então o medo que vivemos hoje vem, em parte, das histórias que ouvimos dos mais velhos e que acabamos transmitindo aos mais novos”, diz.

Porém, a psicóloga Adriana Prado de Albuquerque acredita que o confronto com uma experiência nova também assusta as crianças. “O medo muitas vezes é uma reação ao desconhecido. No caso do dentista, a criança, que fica totalmente vulnerável com a boca aberta e imóvel, não consegue prever o que irá acontecer”, afirma.

Com as informações de Terra

Por que nunca abandonar o dentista?

Doenças odontológicas podem surgir em todas as fases da vida, afirma especialista. Com manutenção e cuidados adequados, é possível chegar à terceira idade sem perda de dentes.

Se você é do tipo que só procura o dentista quando tem algum problema, saiba que as doenças bucais também precisam de prevenção, não só de tratamento. Segundo a cirurgiã-dentista Claudia Fugita, da Amil Dental, o dentista deve estar presente durante toda a vida, desde o nascimento até a velhice, ajudando a evitar o surgimento de doenças graves e a perda dos dentes.

Entenda como os hábitos preventivos adotados em cada fase da vida podem interferir positivamente na saúde da boca:

Primeira Infância:
Os primeiros dentes começam a nascer, em média, aos seis meses, mas os cuidados com a gengiva do bebê já devem começar antes. A higienização bucal com fralda ou gaze umedecida em água filtrada deve ser feita sempre após a mamada, evitando-se a formação de placa. Após o nascimento do segundo dentinho, os pais já podem começar a utilizar uma escova especial, porém sem pasta de dente – que só deve ser introduzida, sem flúor, após o bebê completar um ano. Já a chupeta só deve ser utilizada, preferencialmente, até os três anos – idade em que a arcada dentária se ajusta espontaneamente. Após essa fase, o uso continuado da chupeta pode acarretar abalamento do palato e abertura dos dentes frontais. A consulta com um odontopediatra, para ensinar a maneira correta de higienização, deve ser feita a partir do nascimento do primeiro dente.

Infância:
Quando os filhos chegam à infância, uma das principais preocupações dos pais é cortar o açúcar. Mas, para os dentes, o maior problema não é a quantidade de açúcar, mas, sim, a frequência com que ele é consumido, afirma Claudia Fugita. “O açúcar deve ser ingerido, de preferência, após as refeições, quando a criança tende a escovar os dentes imediatamente. Também não é recomendado ingerir doces em um intervalo menor do que três horas. Além disso, deve-se consumir bastante água, para estimular a geração de saliva.”

Apesar de a dentição de leite estar completa a partir dos dois anos, os pais só devem introduzir a pasta de dente com flúor após os cinco. “Isso porque, a partir dessa idade, a criança já tem coordenação motora para cuspir toda a saliva e também porque a ingestão de flúor em excesso pode causar manchas nos dentes”, explica a dentista, ressaltando que, nessa fase, a consulta com um odontopediatra é importante para estimular a criança a criar uma rotina de prevenção.

Pré-adolescência:
É nessa fase que termina a queda dos dentes de leite – processo este, em geral, iniciado aos seis anos. A segunda dentição, sem contar os sisos – que costumam nascer depois –, completa-se por volta dos 13 anos. Mas há vezes em que os dentes permanentes começam a nascer paralelamente aos de leite, antes de estes caírem. Nesses casos, um dentista deve ser procurado para que seja feita a extração do primeiro dente.

Adolescência:
É na adolescência, até os 18 anos, que costumam chegar os sisos. Mas nem todas as pessoas dessa geração terão esse dente, alerta Fugita. “A tendência é que ele desapareça, devido à evolução da nossa espécie. Com o passar do tempo, fomos comendo alimentos mais moles, que exigem menos força dos dentes. Com isso, o chamado ‘dente do juízo’ tornou-se desnecessário e está entrando em extinção”. Nesta fase, é recomendável procurar o odontologista, que pode dar orientação sobre quais casos em que a extração é necessária.
O uso de aparelho ortodôntico também deve ser iniciado, preferencialmente, na adolescência, quando a movimentação dos dentes é mais fácil. “Por ser uma fase de formação estrutural, o osso é mais movimentável e o resultado desejado é mais fácil de ser obtido. Mas nada impede que pessoas de qualquer faixa etária, até idosos, utilizem aparelho. Em alguns casos, inclusive, é necessário”, explica a dentista.

Idade adulta:
Muitos problemas odontológicos tendem a se agravar na idade adulta, resultantes da continuidade de maus hábitos ao longo do tempo. Nessa fase, são comuns doenças como periodontite (acúmulo de tártaro) e gengivite (excesso de placa bacteriana), que podem levar à perda de dentes – também ocasionada por outros fatores externos. “A nicotina, por exemplo, estimula a retenção de placa bacteriana. E hábitos como roer unha, morder caneta e abrir embalagens e garrafas com a boca podem causar microtrincas nos dentes, levando à quebra futura”, explica Claudia Fugita.

O estresse, mal comum nessa fase da vida, também leva muitas pessoas a desenvolver bruxismo, distúrbio do sono caracterizado pelo apertar e ranger dos dentes de forma involuntária. Se não for acompanhado pelo dentista, o bruxismo pode levar à quebra dos dentes.

Mais grave, o câncer bucal é outra preocupação que, em geral, acomete os adultos. Hoje, é uma das principais doenças que afetam a boca, com cerca de 15 mil novos casos por ano no Brasil.“Qualquer ferida ou sangramento que não desapareça em 15 dias é um sinal de alerta. Nesses casos, o dentista deve ser procurado, pois lesões negligenciadas podem evoluir para câncer”, alerta a odontologista.

Gravidez:
No caso das mulheres adultas, a alteração hormonal durante a gravidez pode deixar a boca mais propensa ao acúmulo de placa bacteriana, provocando inchaço e sangramento na gengiva – a chamada gengivite gravídica. Mas é preciso desmistificar algumas informações, alerta Claudia Fugita. “Há o mito de que, durante a gravidez, a perda de nutrientes leva à fragilidade dos dentes, mas isso não procede. Caso necessite de cálcio extra, o corpo humano pega da reserva dos ossos, não dos dentes. Também existe o mito de que a mulher grávida não pode ir ao dentista. Muito pelo contrário, elas devem fazer o acompanhamento com o dentista durante toda a gestação, assim como fazem o pré-natal, pois doenças periodontais podem provocar, inclusive, parto prematuro, devido à liberação de toxinas. Tratamentos em andamento também podem ser continuados, até mesmo com uso de anestesia, conforme cada caso”.

Terceira idade:
Com acompanhamento odontológico devido, é possível que não ocorra a perda espontânea ou a necessidade de extração de dentes até o fim da vida. “Com o envelhecimento, os dentes passam a ter menos vascularização e, assim como os ossos, são mais propensos à quebra. Mas, em geral, é a falta de manutenção por muito tempo que culmina na perda. Com o acompanhamento odontológico constante, a tendência é que as pessoas percam cada vez menos dentes ou até mesmo nenhum deles”, explica a dentista.

Se houver perda de dentes, uma boa opção hoje em dia é o implante. O que não significa que as visitas ao dentista devam ser abandonadas, alerta Fugita. “A placa bacteriana também pode se formar ao redor da prótese implantada. A ausência de dor, porém, não é sinal de que tudo esteja bem. Muitas vezes, por não haver raiz vital, a dor não aparece, mas o problema está ali. Dentaduras mal adaptadas também podem causar feridas que, se não tratadas, correm o risco de evoluir para câncer. Por isso, nessa fase, a manutenção e o acompanhamento feitos pelo dentista são necessários, até de forma redobrada”, esclarece.

Com as informações de Segs

Como a escova de dente e o fio dental previnem 6 problemas bucais

Escovar os dentes e passar o fio dental deixa você à vontade para abrir aquele sorrisão sem medo de passar constrangimento. Mas, muito além da estética, preservar a saúde da boca é cuidar do corpo todo. “Se a gengiva não está saudável ou faltam dentes na sua boca, você não mastiga direito. E isso traz consequências para o estômago, para a absorção dos nutrientes, provoca dores de cabeça… Um desequilíbrio geral”, diz o dentista Carlos Coachman, de São Paulo. E mais: além de evitar mau hálito, manter as bactérias da boca sob controle evita infecções e dor, e problemas mais sérios, como parto prematuro. “As bactérias ainda podem cair na corrente sanguínea e provocar problemas graves, até no coração”, diz o cirurgião-dentista Alexandre Bussab, de São Paulo. Siga nossas dicas, visite o dentista a cada seis meses e fique de fora das estatísticas: segundo o Ministério da Saúde, metade dos brasileiros tem cárie.

Como escolher a escova?

Cabeça: A pontiaguda tende a facilitar a limpeza no fundo da boca em relação às quadradas. “O tamanho da cabeça da escova tem muito a ver com o porte do paciente”, diz Marcela.

Cerdas: Devem ser macias. Escovas com cerdas de diferentes níveis acompanham melhor a anatomia dos dentes.

Cuidados: Troque a escova, em média, a cada três meses. Após o uso, enxágue, seque as cerdas e use protetores. Se possível, guarde-a no armário.

Escovação correta

1. Coloque pasta e posicione a escova a 45 graus em relação aos dentes. Com movimentos circulares, escove um dente por vez, encostando as cerdas de leve na gengiva.

2. Comece pela parte externa dos dentes de cima, depois vá para os de baixo. Então, passe para a parte interna dos dentes.

3. Em vaivém, escove os dentes de trás, começando pelos superiores. Limpe a língua.

Fio dental

Passe o fio dental, que limpa onde a escova não chega. “Usar o fio entre duas escovações garante 100% de higienização”, diz Bussab. Veja como:

1. Faça um bochecho com água. Enrole um pedaço de 45 cm de fio dental na ponta dos dedos médios. Segure o fio entre o polegar e o indicador, deixando 2 cm esticado entre as mãos.

2. Passe o fio entre os dentes, da gengiva à ponta, “abraçando” a parede dos dentes. Repita várias vezes.

Escova na língua

Limpá-la com movimentos de vaivém é muito importante. “O fundo da língua, por ser um local pobre em oxigênio, é ideal para a multiplicação de bactérias, especialmente quando a boca fica ressecada por causa da pouca produção de saliva ou da respiração bucal”, diz o cirurgião-dentista Maurício Duarte da Conceição, da Clínica Halitus. Nesses casos, minúsculos pedaços da mucosa da boca, ou seja, “carne crua”, servem de alimento para as bactérias, que fazem a festa nesse “banquete”, causando mau hálito!

Os problemas que a escovação evita

Mau hálito

Você sabia que a cada três brasileiros um tem mau hálito? “A falta de higiene bucal, especialmente da língua e da gengiva, é a causa mais comum do problema”, diz Conceição. É até normal acordar com um bafinho, mas se o cheiro ruim continuar mesmo após tomar café e escovar os dentes, melhor procurar um especialista.
Afta

Redobre a atenção com a higiene quando surge a feridinha na boca, que pode ser causada por um trauma ou alimentação que muda o pH da saliva. Isso reduz o risco de complicações. “Em média, a afta some em três dias”, diz Coachman.
Cárie

Muito açúcar e pouca escovação é um prato cheio para as bactérias. Aos poucos, as invisíveis vilãs destroem o esmalte e a dentina, as camadas mais externas do dente. “No início da cárie, o dente fica sensível e dolorido ao tomar algo quente ou frio”, diz Coachman. Se ninguém parar o ataque (como uma obturação no dentista), as bactérias podem chegar até a polpa do dente, infeccionando uma área cheia de terminações nervosas. É dor na certa! Aí é preciso recorrer ao tratamento de canal: prejuízo para o dente e para o bolso!
Tártaro

Quando a higiene passa longe da boca, as bactérias fazem a festa e convidam a saliva e os restos de alimentos para se juntarem a elas. Resultado? O clube do tártaro, uma placa bacteriana amarelada e endurecida que, ao longo do tempo, se forma na superfície do dente, na borda da gengiva. O problema é que a turminha, só removida com uma raspagem pelo dentista, pode causar mau hálito e inflamar a gengiva, quadro conhecido como gengivite.
Dentes tortos

Deixá-los alinhados vai além de um sorriso bonito. Aliás, a questão estética é o de menos. “Dentes fora da posição dificultam a escovação e o uso do fio dental, o que pode provocar uma série de problemas na boca”, explica Coachman. Além disso, a mastigação pode ficar prejudicada, o que por sua vez atrapalha a digestão, a absorção de nutrientes… Enfim, sua saúde.
Gengivite

O sintoma mais comum é o sangramento ao escovar ou ao usar o fio dental, além de inchaço na gengiva. “Melhorando a higiene, o sinal ameniza em até cinco dias”, afirma a dentista Marcela Encinas. Não passou? Procure um especialista. Em casos graves, as bactérias adentram a gengiva e chegam até o osso que o sustenta, correndo o risco de ele amolecer e cair. “Outros fatores, como queda de resistência, por exemplo, podem causar gengivite”, completa Bussab.

Fontes: Cartilha do Dia Mundial da Saúde Bucal da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas; Maurício Duarte da Conceição, cirurgião-dentista e autor do livro Bom Hálito e Segurança! Metas Essenciais no Tratamento da Halitose.

Com as informações de mdemulher

Corticotomia acelera o tratamento com aparelho ortodôntico

A longa duração dos tratamentos com aparelhos ortodônticos pode ser abreviada com a corticotomia. Alguns estudos apontam que o tempo de redução do tratamento ortodôntico com a ajuda da corticotomia pode chegar a até quatro meses, ou seja cerca de 20% a menos do tempo estimado que levaria um tratamento típico de 18 a 21 meses.

Além do tempo, essa intervenção cirúrgica ajuda a superar limitações atuais da ortodontia, como possíveis complicações periodontais, falta de crescimento ósseo e o limite de movimento dentário. “Além de ser usada para diminuir o tempo de um tratamento ortodôntico, a aplicamos quando queremos facilitar a erupção de dentes ou ainda para corrigir a mordida aberta”, diz

Para realizá-la é feito cortes em linhas e perfurações ao redor do dente que se deseja movimentar para remodelar o osso e a gengiva. O objetivo é induzir uma aceleração do metabolismo ósseo que é intensificado com o uso do aparelho ortodôntico. “Embora não seja necessária a utilização da anestesia geral, nem internações hospitalares, esse procedimento é considerado uma cirurgia e para realizá-la é aplicada a anestesia local”, diz o especialista.

Pós operatório e suas complicações


Embora a corticotomia seja considerada um procedimento pouco invasivo, o pós operatório pode apresentar algumas complicações. “Dependendo do caso podemos observar desde ligeira perda óssea até o aparecimento de defeitos ósseos mais graves nos casos em que a distância entre raízes dentárias é pequena”, afirma José.

 Ainda segundo o especialista, os pacientes que passam por esse procedimento costumam relatar alguns desconfortos após a cirurgia como inchaços e dor.  “Dependendo da extensão da área operada pode haver desconforto durante a alimentação e nesses casos é recomendada dieta líquida e pastosa. Hematomas subcutâneos podem ocorrer com menor frequência. Analgésicos e anti-inflamatório podem ser prescritos conforme a necessidade”.
Com as informações de Terra