Anvisa proíbe venda de clareador dental sem prescrição

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a proibir a venda de clareadores dentais sem a prescrição de dentistas. A medida, que atende a um pedido do Conselho Regional de Odontologia do Estado de São Paulo (Crosp), foi aprovada na quarta-feira.

O controle sobre os clareadores era exigido pela entidade porque, segundo os especialistas, esse tipo de produto contém teor abrasivo, o qual pode danificar o esmalte dos dentes, causar inflamações na boca e provocar dores em pessoas com maior sensibilidade.

Segundo a resolução da Anvisa, a prescrição de um dentista é necessária para a venda de clareadores dentais que contenham concentração maior do que 3% das substâncias peróxido de hidrogênio e peróxido de carbamida, como é o caso de algumas fitas branqueadores. Além disso, o produto só poderá ser vendido em farmácias, e não mais em supermercados ou na internet, e sua embalagem deverá conter uma tarja vermelha com o aviso: “Venda Sob Prescrição Odontológica”.

Com as informações de Veja

Rejeição? Veja 10 mitos e verdades sobre implantes dentários

Colocar implantes dentários está cada vez mais acessível a todos, trazendo para muitos a alegria de poder sorrir novamente. Mas ainda existem muitas dúvidas envolvendo esse assunto. Para acabar com isso, o professor e coordenador do Curso de Especialização em Prótese Dentária Clínica da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), William Frossard, irá revelar o que é mito e o que é verdade sobre os implantes.

1. Qualquer pessoa pode colocar um implante
Verdade, mas existem alguns pontos a serem observados para garantir o sucesso do tratamento. É fundamental que o paciente esteja com sua saúde sistêmica sob controle, por exemplo, aqueles que têm cardiopatias e diabetes podem fazer o procedimento desde que essas doenças estejam controladas. Outro fator é a idade. É importante esperar o término do crescimento ósseo.

2. Hoje em dia, para colocar um implante não é preciso fazer nenhum corte na boca do paciente
Mito. Em determinadas situações, o implante pode ser colocado sem corte, porém essa técnica nem sempre pode ser aplicada em todos os casos. É preciso fazer uma avaliação clínica e tomográfica para verificar se é possível instalar o implante dessa forma.

3. Implantes são mais indicados para idosos
Mito. Os implantes são a melhor opção para quem perdeu um dente. Reforçando que para pacientes jovens é importante esperar o término do crescimento ósseo que acontece no sexo feminino entre os 17/18 anos e no masculino com 18/19 anos. Existem exames específicos para aferir essa situação.

4. Após a perda do dente, quanto antes se fizer o implante, melhor
Verdade. Com a perda do dente há um processo fisiológico de reabsorção óssea que varia de pessoa para pessoa, podendo prejudicar a instalação do implante caso haja demora em colocá-lo. Quando isso acontece, pode se tornar necessário fazer um enxerto ósseo, aumentando a complexidade do caso.

5. O organismo pode rejeitar o implante
Mito. Não existe rejeição dos implantes pelo organismo. Os implantes são feitos de titânio e esse material é inerte ao osso. Os insucessos (que são raros) podem ocorrer devido a problemas na cirurgia, no pós-operatório, pela qualidade do osso ou problemas mecânicos relacionados à prótese, mas não por rejeição.

6. O implante sempre deixa um aspecto artificial
Mito. A partir do momento que é feito um planejamento correto do caso, observando todos os detalhes envolvidos, a técnica de implante preenche todos os requisitos estéticos e funcionais.

7. Fumar atrapalha o tratamento
Verdade. Fumar aumenta o risco de infecção após a cirurgia causando uma cicatrização mais lenta. Pesquisas mostram que o índice de insucesso de implantes em pacientes fumantes aumenta cerca de 20% em comparação a pacientes não fumantes.

8. Quem usa dentadura, não pode colocar implantes
Mito. Pacientes que usam dentadura não só podem, como devem colocar implantes, desde que possuam osso e saúde para isso. Atualmente esta é a melhor opção para quem perdeu um ou mais dentes. Trocar o trabalho removível para um apoiado sobre implantes além de dar mais segurança, aumenta a qualidade de vida. Se for possível colocar um trabalho totalmente fixo o conforto aumenta ainda mais.

9. É possível fazer um implante para repor cada dente perdido
Verdade. Pode ser possível, mas não é conveniente, pois para a instalação de cada implante é necessária uma determinada distância entre eles. Se isso não for respeitado, a viabilidade de higienização pode ficar prejudicada, assim como a estética

10. Implantes aumentam os problemas de inflamação na gengiva (periodontite)
Mito. Os problemas de inflamação da gengiva são de origem multifatorial, ou seja, fatores associados a bactérias da cavidade oral, má higienização, entre outros. O paciente para receber implantes deve ter a saúde oral perfeita. E assim deve continuar. A partir do momento que os implantes forem instalados, o paciente deve receber acompanhamento profissional e realizar consultas de revisão. É importante relatar que a mesma doença que acomete os dentes, se não tratada, pode se instalar nos implantes, levando ao insucesso do procedimento.

Com as informações de Terra

O número de próteses dentárias será ampliado em 54% em todo o país

A procura pelo tratamento dentário é uma das principais demandas dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Para ampliar o acesso à saúde bucal, foram habilitados nesta segunda-feira (15) mais 539 Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias. A medida aumentará em 54% a quantidade de brasileiros beneficiados com procedimentos odontológicos, passando de 500 mil para 770 mil próteses dentárias produzidas anualmente em todo o país.

“Estamos conseguindo mudar a realidade da saúde bucal da população. Essa portaria permitirá a ampliação do número de municípios com laboratórios. As próteses garantem o direito de a pessoa voltar a sorrir. É um direito de cidadania, de viver com dignidade”, avaliou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Com os novos credenciamentos, serão 1.993 laboratórios em funcionamento, o que representa uma ampliação de 37% na quantidade de unidades existentes no Brasil. Para conceder gratuitamente mais próteses para a população, o Ministério da Saúde disponibilizará R$ 47,7 milhões, chegando a um investimento anual de R$ 198,3 milhões. Os recursos serão liberados diretamente para as secretarias estaduais e municipais de saúde de acordo com a estrutura e com a capacidade de produção de cada laboratório.

A ampliação do atendimento faz parte das ações do Brasil Sorridente, programa que visa garantir assistência odontológica gratuita para a população que depende do SUS. Atualmente, mais de 80 milhões de brasileiros são atendidos pela inciativa. O investimento do Ministério da Saúde já ultrapassou R$ 7 bilhões desde o seu lançamento, em 2004, para expansão e manutenção da rede. Somente no ano passado foi liberado R$ 1,28 bilhão, 20 vezes mais do total investido antes do início do programa.

Em todo o país, são 24.164 equipes de saúde bucal, que atendem nas unidades básicas de saúde. O Brasil Sorridente conta também com 1.032 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), que realizam procedimentos de maior complexidade, como cirurgias, tratamento de canal, oferta de implantes, ortodontia e diagnóstico de câncer de boca. Nos 10 anos de implantação do programa, foram entregues mais de 2,1 milhões de próteses dentárias pelo SUS.

IMPACTOS – Com o Brasil Sorridente, o país se tornou referência na assistência odontológica ao consolidar um dos maiores programas públicos na área de saúde bucal. Atualmente, o SUS emprega 30% dos dentistas do país, contando com uma equipe de 64,8 mil profissionais. Em dez anos, o total de dentistas atuando no SUS cresceu 45%. A expansão da assistência trouxe impactos importantes na saúde da população.

A Pesquisa Nacional de Saúde Bucal apontou queda de 26% na incidência de cárie em crianças de 12 anos entre 2003 e 2010, fazendo com que o Brasil passasse a fazer parte do grupo de países com baixa prevalência de cárie dentária, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Também houve redução no número de dentes afetados por cáries e ampliação no acesso aos serviços de saúde bucal para as faixas etárias de 15 a 19 anos; 35 a 44 anos; e 65 a 74 anos. No período analisado, o número de adolescentes e adultos que sofreram algum tipo de perda dentária foi reduzido em 50%.

Por Maurício Angelo, da Agência Saúde