Um terço dos implantes dentários do país é pirata

Um terço dos 2,2 milhões de implantes dentários feitos anualmente no país é produto de pirataria.
A estimativa é da Abimo (associação da indústria de equipamentos médicos e odontológicos), baseada na comparação entre o número de procedimentos e o de produtos vendidos legalmente.

As peças piratas podem causar problemas que vão da queda do dente artificial até graves infecções na boca.
Muitas das vendas ilegais são feitas pela internet. Há páginas no Facebook anunciando pinos a partir de R$ 10 –no mercado legal, o preço varia de R$ 300 a R$ 500.

O assunto foi debatido em congresso internacional de odontologia e está levando dentistas, empresários e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a discutir o rastreamento dos implantes até o usuário final.

A implantodontia é uma das áreas que mais crescem na odontologia. Em cinco anos, o número de especialistas com registro no Crosp (Conselho Regional de Odontologia do Estado de São Paulo) mais do que duplicou, passando de 968 para 2.423.
A especialidade também liderou o número de denúncias contra dentistas em 2014, a maioria por problemas técnicos e serviços malfeitos.

“Tem gente comprando um torno e fabricando implantes na garagem. E o que é mais preocupante: tem dentista comprando”, diz o superintendente da Abimo, Paulo Henrique Fraccaro.

Para ele, além de desleal do ponto de vista mercadológico, a prática é criminosa. “Não sabemos se as peças têm condições mínimas de qualidade. Podem causar danos físicos e financeiros.”

O implante é composto pelo pino de titânio inserido no osso da boca e uma outra peça em que a prótese será cimentada ou parafusada.

Os implantes com registro na Anvisa passam por uma série de testes, como o de resistência e de esterilidade. O material também é desenvolvido para não causar rejeição.

Segundo a Abimo, as peças mais pirateadas são as que se fixam nos pinos. Normalmente, elas são feitas com dimensões de encaixe mais folgadas, o que faz com que se afrouxem. Nesse espaço, pode haver proliferação de bactérias.
O grande atrativo para os dentistas usarem implantes piratas é o preço. A peça completa chega a custar 60% a menos do valor cobrado pelos fabricantes oficiais –R$ 700 a R$ 3.500.

Hoje, as empresas não têm obrigação legal de identificar suas peças para que possam ser rastreadas diante de um problema. Assim, segundo Claudio Miyake, presidente do Crosp, fica difícil comprovar que uma infecção foi causada por um implante pirata.

Segundo ele, a categoria espera a aprovação de um projeto de lei estadual que obrigará a venda de produtos odontológicos com a devida identificação.

“O que a gente sabe é que o fracasso de um implante tem relação direta com a qualidade do material”, diz o cirurgião-dentista Reinaldo Papa, que já atendeu vários casos de vítimas de implantes piratas ou de má qualidade.

A comerciante Maria Elvira Inácio de Melo, 57, é uma delas. Há oito anos, ela perdeu nove implantes dentários por má qualidade do material, o que foi descoberto após a peça ser retirada da boca. “Uns oito meses depois de fixados, ele começaram a ficar moles e caíram”, conta.

Segundo o cirurgião-dentista Rodolfo Candia Alba Júnior, da Conexão Sistemas de Prótese, uma estratégia das empresas para fazer frente aos concorrentes piratas tem sido dar aos dentistas garantia vitalícia dos implantes.

Com as informações de “Folha de São Paulo

Nota de pesar

É com pesar e tristeza que informamos o falecimento de Antonio Balasso Sarto, o fundador da Dental ABS. Seu António, como era chamado pelos familiares e amigos, deixa mulher, filhos e netos, e deixará um grande legado para todos aqueles que de alguma forma passam ou passaram pela empresa nestes 15 anos de existência.

Que Deus conforte nossas vidas e corações neste momento.

Novo biovidro reduz risco de falhas em implantes dentários e ortopédicos

Pesquisadores do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um novo vidro com propriedades bioativas (biovidro) que, ao ser depositado sobre a superfície de implantes dentários e ortopédicos feitos de titânio, reduz o risco de falhas causadas por infecções bacterianas e acelera o processo de ligação dessas próteses metálicas com o tecido ósseo (osseointegração).

Desenvolvido no âmbito do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação em Vidros (CeRTEV) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), financiados pela FAPESP, o novo material e o processo de deposição dele sobre a superfície de implantes foram patenteados e já despertaram o interesse de empresas do Brasil e do exterior.

“Fizemos testes in vivo [em animais] e os resultados indicaram que a fase inicial de osseointegração de implantes dentários com a superfície coberta pelo novo biovidro foi até uma vez e meia mais rápida em comparação com implantes sem a superfície coberta pelo material”, disse Clever Ricardo Chinaglia, pós-doutorando no Departamento de Engenharia de Materiais do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da UFSCar, com Bolsa da FAPESP, e participante do projeto.

De acordo com Chinaglia, o novo material, denominado informalmente de F18, é composto por sílica, cálcio, sódio, potássio, magnésio e fósforo, e possui as propriedades de acelerar a formação de tecido ósseo (osteoindutor), controlar inflamações (ação anti-inflamatória) e facilitar a formação de vasos sanguíneos (angiogênica) encontradas em determinados organismos vivos como o ser humano, por exemplo.

Uma das principais diferenças dele em relação ao 45S5 – o primeiro biovidro desenvolvido no mundo, na década de 1960 – e outros vidros bioativos criados depois é que o F18 possui alguns elementos químicos que impedem sua cristalização e o tornam capaz de eliminar bactérias (bactericida). A maioria dos biovidros existentes hoje apenas detém a proliferação de determinados tipos de bactérias (são bacteriostáticos).

Pelo fato de não cristalizar facilmente, pode-se obter o material na forma de fibras longas e flexíveis (fibras bioativas) – que, segundo os pesquisadores, são as únicas fibras de biovidro existentes no mundo – além de outras formas complexas tridimensionais (3D).

Além disso, também é possível moer o material e obter partículas com granulometria da ordem de mícrons ou sub-mícrons (milésimo de milímetro), que podem ser fixadas à superfície de implantes de titânio, fazendo com que ele seja biofuncionalizado, ou seja, apresente funções bioativas encontradas somente em determinados organismos vivos, como a capacidade de induzir a formação de tecido ósseo e de vasos sanguíneos.

Ao serem implantadas, as partículas de biovidro na superfície das próteses de titânio começam a se dissolver e a liberar íons importantes para a osseointegração, desaparecendo totalmente após o término dos estágios iniciais do processo – que levam de 7 a 10 dias –, explicou Chinaglia.

Além de acelerar o processo de osseointegração, por ser bactericida o novo material também impede a fixação de bactérias na superfície de implantes, reduzindo a formação de biofilme – uma estrutura complexa, criada pelas bactérias, de difícil controle e tratamento – e gerando um ambiente no local da colocação do implante livre desses microrganismos, detalhou.

“Um processo infeccioso causado por bactérias pode causar mudanças no pH, na temperatura e nas condições de cicatrização, prejudicando o processo de osseointegração. Por isso a presença de um agente bactericida nessa fase inicial do processo é muito importante”, disse Chinaglia à Agência FAPESP.

Com as informações de Bonde

Expositores e visitantes lotam a IDS 2015

2.058 expositores de 56 países e mais de 125 mil visitantes de 149 nações. Estes foram os números da 35º Dental Show Internacional, realizada em 2013. Em 2015, a organização da 36º edição da IDS prometeu algo grandioso e CEO da Dental ABS, Carlos Sarto, foi conferir de perto afim de levar novidades para o público Brasileiro.

Assim como em 2013, era grande o número de pessoas vindas das mais diversas nacionalidades, tanto de expositores, como visitantes. A feira ocorre em uma área de 150.000 m², na Alemanha. O evento ocorre a cada 2 anos.

Destacamos os estandes das empresas Renfert e Vita: