Anvisa propõe restrições a venda de clareadores dentais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta quarta-feira que aprovou consulta pública de proposta que prevê a proibição de venda e propaganda de clareadores dentais. O aviso, que deve ser publicado amanhã, propõe que produtos com concentração superior a 3% de peróxido de hidrogênio, ou peróxido de carbamida, passem a ser vendidos apenas com a apresentação de receita.

Para o presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas, Sílvio Cecchetto, os clareadores dentais devem ser tratados como medicamentos, já que podem trazer riscos à saúde se mal administrados. “Antes de usar o clareador, o paciente tem que ser avaliado. o dente já deve estar totalmente formado e deve-se avaliar se existem infiltrações, cáries, uma série de fatores que vão influenciar na administração do produto”, explicou Cecchetto.

O especialista explica que as principais reações são o enfraquecimento dos dentes, inflamação na gengiva e sensibilidade a gelado. Ele ainda ressaltou que se o paciente tiver diabetes, tem que estar com a doença bem controlada. Além disso, o tratamento não deve ser feito em mulheres grávidas.

Segundo Cecchetto, muitos pacientes acham que usando por um período maior do que o recomendado a ação será maior, mas “o produto tem um tempo determinado de ação. Depois disso, não funciona mais para clarear”, explicou. De acordo com o especialista, é fundamental o acompanhamento do profissional a cada sete dias, em média.

A restrição de uso dos clareadores está sendo proposta pela Anvisa depois que foi objeto de solicitação de conselhos de odontologia, associações de classe e da recomendação do Ministério Público Federal. Serão aceitas sugestões da sociedade no site da Anvisa por 60 dias, depois da publicação da consulta.

Com as informações de Terra

No Dia Mundial da Saúde Bucal, dentistas alertam para os cuidados com os dentes

No próximo dia 20 de março será comemorado o Dia Mundial da Saúde Bucal. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a cárie é o principal problema de saúde bucal no Brasil. O índice de cárie nas crianças de até 12 anos é de 56%.

Segundo o dentista da Sorridents, Dr. Cleber Soares, a cárie é uma deterioração do dente causada principalmente pelo estilo de vida e hábitos diários. “A cárie e outros problemas podem ser prevenidos com um cuidado simples: a higienização bucal. O segredo para um sorriso saudável está na escovação correta, além da adoção de alimentação e hábitos adequados”, explica Dr. Cleber.

A dentista da Sorridents, maior rede de franquias de clínicas odontológicas da América Latina, listou seis alertas importantes para manutenção da saúde bucal:

Bebês podem ter cáries, gengivite e problemas de mordida. As visitas ao dentista devem começar cedo, ainda bebê. Por volta dos seis meses nasce o primeiro dentinho, esse é sinal de que chegou a hora da primeira consulta com o odontopediatra. Nesta fase, já é indicado começar a escovação da gengiva e dos primeiros dentinhos. A escovação é feita com dedeiras de silicone sem creme dental.

O período ideal para usar aparelho é na infância. Nessa fase começa a troca dentária, por isso, já é possível identificar a estrutura esquelética e a necessidade de oclusão correta dos dentes. No período de crescimento da criança os aparelhos são mais assertivos, pois podem prevenir complicações de casos que poderiam ter sido solucionados de forma mais simples. Existe um mito de que se deve esperar toda a dentição se tornar definitiva para o uso do aparelho, mas isso não é verdade. Na infância é possível realizar tratamentos preventivos que evitam complicações na fase adulta.

Sangramento da gengiva pode ser sintoma de gengivite.  A gengivite é uma inflamação da gengiva causada principalmente pela placa. A gengivite em seu grau mais avançado é chamada de periodontite. Os sintomas incluem gengiva vermelha, inchada e sensível a sangramento. A higienização bucal adequada e visitas periódicas ao dentista são fundamentais para a prevenção e tratamento da gengivite.

Bebidas alcoólicas e tabaco são as principais causas do câncer de boca. A doença é mais frequente em homens do que em mulheres e atinge, principalmente, pessoas com mais de quarenta anos. Os primeiros sintomas são difíceis de perceber, por isso, a importância da consulta com o profissional. De modo geral, o câncer de boca provoca mau hálito, dificuldade em falar e engolir, caroço no pescoço e perda de peso. O tratamento do câncer de boca pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

Manchas e descoloração dos dentes podem ser sinais de tártaro. O tártaro é a placa bacteriana endurecida. O tártaro é um problema de saúde bucal e também estético. O sinal mais comum é uma coloração amarela ou marrom na região da margem gengival. O tártaro só pode ser diagnosticado e removido pelo dentista. A melhor forma de prevenir a doença é com a escovação correta.

Escovas de dente gastas podem lesar a gengiva. A cabeça da escova quando pontiaguda facilita a limpeza dos dentes do fundo da boca (os molares). O tamanho da cabeça da escova depende do porte da pessoa, que deve ser proporcional. O importante das cerdas é que elas sejam macias. As escovas com cerdas com diferentes níveis acompanham melhor a anatomia dos dentes. As escovas sejam trocadas a cada três meses ou quando a mesma apresentar desgaste. Usar uma escova em estado inapropriado pode causar problemas na gengiva. Além disso, é recomendada também a troca depois de uma gripe ou doença contagiosa, para diminuir o risco de contaminação pelos germes que aderem às cerdas.

Com as informações de A Critica

Esclareça suas dúvidas sobre implante dentário

O Brasil é o país que mais realiza implante dentário, segundo dados da Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios). “O procedimento está cada vez mais acessível, o que também torna mais fácil o acesso a uma melhor qualidade de vida e autoestima”, explica Dr. Marcelo Pimenta, cirurgião-dentista.

Apesar do assunto ser bastante difundido, são muitas as dúvidas do público. “Atualmente, o acesso à informação é muito maior, mas a disseminação de mitos, informações incompletas ou incorretas também. Isso acaba confundindo ou deixando temerosas as pessoas que precisam recorrer ao implante dentário”, afirma o profissional.

Se você perdeu um ou mais dentes e gostaria de entender melhor os implantes dentários, confira as respostas do Dr. Marcelo para as principais dúvidas sobre o tema.

Como funciona o implante dentário?

O implante dentário é um dispositivo metálico de titânio, instalado cirurgicamente no osso da maxila ou mandíbula, substituindo a raiz dentária, com o objetivo de repor um ou mais dentes perdidos. Ele suporta a prótese, que se assemelha ao dente natural.

Em que casos o implante é recomendado?

Em todos os casos em que um ou mais dentes foram perdidos e o paciente encontra-se em situação de saúde favorável para o procedimento cirúrgico.

O implante é contraindicado em algum caso?

Pode haver contraindicações locais (relacionadas à região onde será feito o implante) e sistêmicas (relacionadas à saúde como um todo). Dentre as locais temos, por exemplo, atrofias ósseas, proximidade com nervos, presença de acidentes anatômicos e outras. Já as sistêmicas podem ser doenças sanguíneas, renais, metabólicas, vasculares, psiquiátricas e outras. Temos também contraindicações temporárias como gravidez, infecções, higiene oral precária. Uma avaliação clínica e alguns exames determinarão se o procedimento é indicado.

O procedimento é doloroso?

Não. O procedimento é feito sob anestesia local e sem qualquer tipo de dor. Por se tratar de uma cirurgia, no pós-operatório pode ocorrer um leve desconforto, mas totalmente controlado com os analgésicos e anti-inflamatórios prescritos.

Qual o custo de um implante?

É impossível determinar o custo sem avaliar o caso, pois ele depende de muitos fatores, como a complexidade, o tipo de implante e prótese a serem utilizados, necessidade de enxerto ósseo, entre outros.

O que é enxerto ósseo?

Após a perda do dente, o osso que dava suporte ao dente diminui gradativamente, em um processo chama­do reabsorção óssea. Com o passar do tempo, essa perda faz com que não haja osso suficiente para fixação do implante, tornando necessário o enxerto ósseo. Os enxertos podem ser feitos previamente ou na mesma sessão da colocação do implante, variando de caso para caso.

Uso prótese há muito tempo, posso substituir por implante?

Sim, mas caso as arcadas dentárias apresentem reabsorção óssea avançada, podem ser necessárias cirurgias prévias para enxerto de tecido ósseo.

Que tipos de cuidados específicos o implante requer?

Em geral, os cuidados são praticamente os mesmos daqueles aplicados aos dentes naturais, o que inclui esco­vação, uso de fio dental e antissépticos. É importante a visita regular ao consultório odontológico para acom­panhamento e prevenção.

Vou poder comer qualquer coisa?

Não há restrições, mas é preciso lembrar que cuidados são necessários até mesmo com dentes naturais.

Com as informações de Paranashop