O número de próteses dentárias será ampliado em 54% em todo o país

A procura pelo tratamento dentário é uma das principais demandas dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Para ampliar o acesso à saúde bucal, foram habilitados nesta segunda-feira (15) mais 539 Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias. A medida aumentará em 54% a quantidade de brasileiros beneficiados com procedimentos odontológicos, passando de 500 mil para 770 mil próteses dentárias produzidas anualmente em todo o país.

“Estamos conseguindo mudar a realidade da saúde bucal da população. Essa portaria permitirá a ampliação do número de municípios com laboratórios. As próteses garantem o direito de a pessoa voltar a sorrir. É um direito de cidadania, de viver com dignidade”, avaliou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Com os novos credenciamentos, serão 1.993 laboratórios em funcionamento, o que representa uma ampliação de 37% na quantidade de unidades existentes no Brasil. Para conceder gratuitamente mais próteses para a população, o Ministério da Saúde disponibilizará R$ 47,7 milhões, chegando a um investimento anual de R$ 198,3 milhões. Os recursos serão liberados diretamente para as secretarias estaduais e municipais de saúde de acordo com a estrutura e com a capacidade de produção de cada laboratório.

A ampliação do atendimento faz parte das ações do Brasil Sorridente, programa que visa garantir assistência odontológica gratuita para a população que depende do SUS. Atualmente, mais de 80 milhões de brasileiros são atendidos pela inciativa. O investimento do Ministério da Saúde já ultrapassou R$ 7 bilhões desde o seu lançamento, em 2004, para expansão e manutenção da rede. Somente no ano passado foi liberado R$ 1,28 bilhão, 20 vezes mais do total investido antes do início do programa.

Em todo o país, são 24.164 equipes de saúde bucal, que atendem nas unidades básicas de saúde. O Brasil Sorridente conta também com 1.032 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), que realizam procedimentos de maior complexidade, como cirurgias, tratamento de canal, oferta de implantes, ortodontia e diagnóstico de câncer de boca. Nos 10 anos de implantação do programa, foram entregues mais de 2,1 milhões de próteses dentárias pelo SUS.

IMPACTOS – Com o Brasil Sorridente, o país se tornou referência na assistência odontológica ao consolidar um dos maiores programas públicos na área de saúde bucal. Atualmente, o SUS emprega 30% dos dentistas do país, contando com uma equipe de 64,8 mil profissionais. Em dez anos, o total de dentistas atuando no SUS cresceu 45%. A expansão da assistência trouxe impactos importantes na saúde da população.

A Pesquisa Nacional de Saúde Bucal apontou queda de 26% na incidência de cárie em crianças de 12 anos entre 2003 e 2010, fazendo com que o Brasil passasse a fazer parte do grupo de países com baixa prevalência de cárie dentária, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Também houve redução no número de dentes afetados por cáries e ampliação no acesso aos serviços de saúde bucal para as faixas etárias de 15 a 19 anos; 35 a 44 anos; e 65 a 74 anos. No período analisado, o número de adolescentes e adultos que sofreram algum tipo de perda dentária foi reduzido em 50%.

Por Maurício Angelo, da Agência Saúde

Protéticos estão em falta no mercado em GO

Faltam protéticos no estado de Goiás. Pelo menos é o que diz reportagem do G1. Segundo a TV Trabalho, oportunidades para quem procura um emprego com média salarial de R$ 2.500 engloba os protéticos. As Vagas para essa faixa estão sobrando no mercado e podem ser uma boa oportunidade para quem está desempregado ou quer mudar de profissão.

No ramo da odontologia, uma das áreas que mais procura trabalhadores é a dos protéticos. Para atuar na profissão, é preciso fazer cursos técnicos que duram um ano e meio. “Não é uma profissão fácil, não basta querer. Tem que treinar e se dedicar muito”, diz o professor Luismar Silva de Paula.

Nesse curso, os alunos aprendem em detalhes como fazer uma prótese, esculpir uma dentadura ou um aparelho ortodôntico, obedecendo as medidas enviadas pelos dentistas. “No começo, é bem difícil, mas, com o tempo, a gente vai pegando a prática”, diz a estudante Letícia Fidelis.

O profissional pode trabalhar em um laboratório, em clínicas ou virar dono do próprio negócio. Segundo o Conselho Regional de Odontologia, menos de mil técnicos de prótese dentária trabalham no estado. A média salarial de início é de R$ 3.000 e, em um ano, o valor passa para R$ 7,8 mil.

Com as informações de G1

Restauração com cerâmica produz aspecto mais saudável nos dentes

Quem tem espaços, precisa modificar a forma, a cor e o tamanho dos dentes com mínimo desgaste pode encontrar na técnica odontológica que utiliza laminados cerâmicos, uma solução para longo prazo. O objetivo do procedimento de restauração realizado por meio de lâminas de porcelana fixadas com uma cola especial é tornar o sorriso bonito e com um aspecto muito mais saudável.

De acordo com o cirurgião dentista Marcelo Sivieri Araújo as lâminas envolvem a parte frontal e o topo dos dentes. “Com os laminados cerâmicos é possível restabelecer forma, cor, contorno, textura e alinhamento dos dentes anteriores, superiores ou inferiores, e mesmo aqueles comprometidos por fraturas, alterações congênitas ou adquiridas, diastemas e restaurações antigas”, explica.

Uma das vantagens do procedimento é que o preparo da estrutura do dente, quando necessário, é relativamente pouco se comparado ao preparo dos dentes que recebem coroas totais. “Esse mínimo desgaste, realizado na parte da frente dos dentes a serem restaurados, permite que o laminado seja colado diretamente ao esmalte. A preservação do esmalte é fundamental para o sucesso da adesão entre a restauração e o dente, e, portanto, para a durabilidade do procedimento”, destaca Marcelo Sivieri.

Após a cimentação dos laminados, cada pessoa torna-se responsável pela preservação do desempenho da restauração. “Além da correta higiene oral, ausência de hábitos como roer as unhas, morder canetas e lápis, ranger e/ou apertar os dentes, o indivíduo deverá evitar ainda o tabagismo, a ingestão frequente de alimentos com corantes, como vinho, café, chá preto, suco de uva, refrigerantes à base de cola, etc. E deverá visitar o dentista periodicamente para fazer os controles clínicos”, esclarece o especialista.

Segundo o cirurgião dentista, são restrições consideradas leves, mas que exigem disciplina. “Quando respeitadas, promovem a manutenção de sorriso saudável, funcional e belo por muitos anos”, esclarece. Sivieri destaca ainda que o sucesso da restauração com os laminados, dependerá do respeito à saúde da boca como um todo, incluindo a manutenção de uma boa mastigação, ausência de doenças e estabilidade a longo prazo, com os cuidados promovidos pela própria pessoa. (TM)

Com as informações de JM Online